Por favor, não me mandem livros piratas, até com boa intenção
Todos os dias recebo, de pessoas amigas ou desconhecidas, certamente bem intencionadas, links para abrir livros piratas. Simplesmente, apago estes e-mails.
Não entro em sites que os oferecem, mesmo que eu precise. Um dia destes, necessitei de um artigo científico. Fui à revista e era preciso pagar. Não paguei porque não precisava tanto assim e fiquei sem ler o artigo.
Eu não uso software ilegal. Meu editor de texto é um velho Carta Certa, já fora de linha (e que, com a reforma ortográfica, já devia ter aposentado), que ajudei a desenvolver e ganhei uma cópia dos desenvolvedores.
Baixar livros e programas de computador é um tentação. Felizmente, música não me seduz, de modo que não sou responsável pela quebradeira de gravadoras e lojas de discos. No que depender de mim, o mesmo não acontecerá com as editoras de livros e jornais.
Sou fã de livros eletrônicos (ebooks) e quero que todos os meus sejam também disponibilizados neste formato. Tudo legal. Cada um pagando o que deve.
Há muitos recursos gratuitos, inclusive no jornalismo. Leio jornais eletrônicos de acesso livre. Vamos utilizá-los. Se alguém que tem acesso pago me manda um artigo, eu preciso recusá-lo. Meu amigo o obteve para seu próprio uso; não pode passá-lo adiante.
Concorda comigo?
Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.


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