Síndrome de Estocolmo
“Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo” (2Co 11.3).
A revista Ultimato publicou em sua última edição, de março-abril de 2010, uma “Carta aberta” tratando das críticas que a revista tem recebido por conta de certas posições heterodoxas defendidas por alguns de seus articulistas, especialmente no tocante à teologia relacional e marxismo. Há pouco tempo, outra carta, com o mesmo teor, já havia sido publicada na referida revista, na edição de novembro-dezembro 2007, com o título “Desabafo de um ex-brigão“. Norma Braga já tratou de alguns temas da “Carta aberta” com sua usual competência e clareza em seu blog. Sobre o marxismo me abstenho, por ora, de tratá-lo. Volto a abordar as questões teológicas suscitadas nos textos de alguns articulistas da revista.
Lealdade aos amigos é uma nobre virtude. Aliás, uma virtude esquecida nos tempos em que vivemos. Mas, em se tratando da fé cristã, esta lealdade não pode sobrepor-se à verdade do evangelho. Infelizmente, desta vez, parece que a revista Ultimato arrisca tapar o sol com a peneira, ao tentar justificar as teologias de dois de seus principais articulistas. No que se refere a Bráulia Ribeiro, o que tinha para tratar de seu texto “Deus – Pai ou mãe?” já foi dito aqui. Mas é necessário destacar que ela pode receber a dúbia honra de ser a primeira escritora de um grande periódico evangélico a defender o teísmo aberto ou a teologia relacional, isto é, a noção de que em Deus seus atributos de onisciência e poder ou se limitam ou inexistem. Isto pode ser conferido no texto “Cada teologia tem a sociedade que merece“, publicado na edição de setembro-outubro 2003. Este escrito causou grande mal-estar no meio evangélico, gerando intensa reação naquela ocasião. Na época, escrevi sobre este texto para Klênia Fassoni (atualmente diretora administrativa), concluindo: “O que está em jogo aqui não é calvinismo versus arminianismo (e não ‘armenianismo’, como Bráulia escreveu). Os teólogos destes dois grupos (pelo menos os melhores entre eles) discordam quanto à soberania de Deus e suas implicações quanto à salvação. Mas eles estavam de acordo quanto à doutrina da criação, da providência, da graça preveniente (que age antes, conduzindo-nos à fé e ao arrependimento). O que está em jogo aqui é a reinterpretação da doutrina clássica de Deus.”
Mas foi com surpresa e espanto que li o que se segue na “Carta aberta”: “Gondim tem enfrentado um bombardeio por escrever sobre a corrente teológica conhecida como ‘teísmo aberto’, com a qual declara não estar comprometido – muito menos pretende desencadear movimento algum”. Na carta anterior, “Desabafo de um ex-brigão”, a informação é um pouco diferente: “Ora, Ultimato nada tem a ver com a teologia relacional, e se Gondim fez alguma referência a ela teria sido no máximo uma ou duas vezes.” Afinal, qual das duas afirmações reflete a verdade? Até onde tenho acompanhado a controvérsia, nenhum dos oponentes de Gondim afirmou que Ultimato promove a teologia relacional. Mas o estranho, afinal, é a aparente contradição entre as duas afirmações, e, mais grave, a tentativa, na declaração mais recente, de assear a teologia de Gondim. Não vou reprisar cada etapa do debate brasileiro sobre a teologia relacional, mas aconselho a leitura do ótimo ensaio de Valdeci dos Santos, “A teologia relacional: suas conexões com o teísmo aberto e implicações para a igreja contemporânea“, publicada em Fides Reformata 12/1. Recomendo este texto acadêmico aos leitores pelo trabalho cuidadoso e paciente do autor em documentar a partir dos escritos dos defensores brasileiros da teologia relacional suas próprias afirmações. Será que os irmãos da revista Ultimato não têm o cuidado de checar o que exatamente seus articulistas estão escrevendo ou as posições teológicas que eles realmente assumem?
Sugestivamente, em 22 de março, no micro-blog twitter, os dois articulistas citados discutiam a possibilidade de trazer Greg Boyd ao Brasil, para um debate sobre a teologia relacional – ainda que um deles se esquivasse de organizar tal evento. E quando questionado sobre a possibilidade de diálogo, a resposta de Gondim foi: “Não, Bráulia, no Brasil não existe espaço para diálogo. Pelegos não querem largar do osso denominacional” (twitter.com/gondimricardo/status/10887112901). Ou estas conversas são uma piada ou um caso de péssimo timing, já que foram postados quase que simultaneamente com a “Carta aberta”, que afiança que Gondim “declara não estar comprometido” com a teologia relacional.
Mais uma vez: para quem é versado na história do pensamento cristão, fica evidente que a questão aqui não é entre calvinismo e arminianismo – que não deve ser confundido com o pelagianismo –, mas entre a compreensão clássica de Deus contra uma re-interpretação contemporânea, que, obviamente, terá pouco impacto e duração, fora o escândalo e divisionismo eclesiásticos decorridos.
Não questiono a fé centrada em Cristo dos que dirigem a revista Ultimato. Mas, infelizmente, a revista aparenta padecer da Síndrome de Estocolmo. O que me parece é que a revista Ultimato cresceu com estes autores, eles atraíram leitores para a revista, mas estes articulistas romperam com a ortodoxia no processo, e agora a direção da revista não sabe bem o que fazer com eles. Mas, ainda assim, a revista Ultimato não pode se portar como um concílio eclesiástico com poder de determinar a ortodoxia de seus articulistas. E mesmo que fosse! É o consenso doutrinal da igreja em submissão às Escrituras que afirma quem é, de fato, ortodoxo. E este consenso afirma: “Creio em Deus Pai, todo poderoso, criador dos céus e da terra”. Por isto, diante do testemunho da igreja, é necessário afirmar, com tristeza, que alguns dos articulistas da Ultimato romperam com a fé evangélica, no que se refere especialmente à compreensão clássica de Deus.
Neste contexto, cabe uma palavra pessoal: posiciono-me consciente e integralmente numa tradição confessante. E a partir desta base objetiva estendo a comunhão para aqueles que também se postam nesta mesma tradição, compartilhando do apreço pelos mesmos documentos de fé. Mas volta e meia experimento decepções e já observei até mesmo escândalos no meio em que circulo. Se a partir de uma base objetiva de fé já é difícil asseverar a integridade da crença de alguém, quanto mais afirmar a ortodoxia de pessoas numa base completamente subjetiva e vaga, como parece fazer a “Carta aberta” de Ultimato!
Por fim, Marco Bontempo escreveu uma respeitosa carta a um dos leitores deste blog, link. Por razões que fogem à responsabilidade da revista, somente ontem, 7 de abril, recebi a carta pessoal referida nesta mensagem. A correspondência enviada por mim em 9 de junho de 2009 e a resposta da irmã LA de 26 de agosto de 2009 estão devidamente arquivadas, assim como a carta enviada para Klênia em 8 de setembro de 2003, sobre o texto de Bráulia a respeito do teísmo aberto. Aliás, nesta carta, encerro: “Escrevo pela admiração e respeito que tenho pelo ministério de vocês”. Apesar de minha tristeza pelos rumos em que, pelo que parece, estamos caminhando, essa admiração e esse respeito pelos irmãos em Cristo que assinam a “Carta aberta” não diminuíram.
[Há bons livros que se propõem a refutar o teísmo aberto em português; recomendo os seguintes: John Piper, Justin Taylor e Paul Helseth, Teísmo aberto; uma teologia além dos limites bíblicos (São Paulo, Vida, 2006); Douglas Wilson (org.), Eu (não) sei (mais) em quem tenho crido; a falácia do teísmo relacional (São Paulo, Cultura Cristã, 2006); John Frame, Não há outro Deus; uma resposta ao teísmo aberto (São Paulo, Cultura Cristã, 2006); Bruce A. Ware, Teísmo aberto: a teologia de um Deus limitado (São Paulo: Vida Nova, 2010); R. K. McGregor Wright, A soberania banida; redenção para a cultura pós-moderna (São Paulo, Cultura Cristã, 1998); Franklin Ferreira & Alan Myatt, Teologia Sistemática: Uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual (São Paulo: Vida Nova, 2007), p. 308-310, 337-339.]
9 Comentários para “Síndrome de Estocolmo”
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Caro Irmão Franklin Ferreira!
É interessante como tudo, a cada dia está caminhando para o fim. Pessoas que outrora defendiam a verdade nos princípios Bíblicos, estão se deixando levar por mentiras,e todos os ventos de doutrina(Teismo aberto), satisfazendo outros interesses, menos levar a verdade e o conhecimento às pessoas que buscam nas leituras de periódicos em revistas que outrora eram confiáveis. Diante de tudo isso, além das leituras recomendadas sobre o assunto, pois são indispensáveis,quero chamar a atenção de que nossa luta não é contra sangue e carne, mas sim contra principados e potestades… nas regiões celestes.(Efésios 6.12). Devemos ler muito e orar mais, oramos pouco.
Pr. Edson Sobreira Alves
Igreja Batista Regula Maranata – Crato Ce.
Ola Pr Franhlin, muito bom seu artigo ou manifestaçao. Sou antigo assinante da Ultimato, mas tenho andado preocupado com certas posturas que eles tem abraçado nos ultimos tempos. Parce que estao mais interessados na parte comercial e marketing que com a postura evangelica. Parece que abriram espaço para varias manifestaçoes nao orodoxas.
wilson de souza
Obrigado por sua palavra, Pr. Franklin.
Em nossos dias precisamos estabelecer os limites e nossas conviccoes com muita clareza e firmeza. Nao deve haver espaco para ambiguidades, quando falamos de doutrinas basicas da Palavra de Deus.
A posicao que os articulistas mais destacados da Ultimato tem assumido – a adesao (ou flerte, que seja) ao teismo aberto, demonstra,indelevelmente, seu rompimento com a ortodoxia evangelica historica. Isso os compromete diante da igreja – e de Deus, a quem prestarao contas. Tambem compromete a revista Ultimato, que nao pode esquivar-se da responsabilidade de ter em sua coluna fixa autores que endossam uma visao tao estreita de Deus. Em ultima instancia, a Ultimato assina em baixo dos escritos de seus articulistas. Seria bom ver, da parte da revista, uma carta aberta em que os argumentos contra sua posicao sejam lidado com argumentos, afinal de contas.
Espero que os articulistas, Gondim e Braulia – e seus seguidores – bem como a revista, reflitam, a luz da Palavra, sobre o prejuizo que causam a causa do Reino com tais posicoes. E espero que se arrependam.
R. Barbosa
Valeu Franklin.
Obrigado pelo esforço, energia, amor e dedicação ao Senhor e Seu povo. Continuo orando por vc. Seu esforço não será em vão.
Remains steadfast!
Wilson
Pastores voadores
Desafiando a crise, líderes evangélicos brasileiros investem na compra de aviões particulares
Dizem que um homem pode ser medido pela grandiosidade dos seus sonhos. Se é mesmo assim, um seleto grupo de ministros do Evangelho anda sonhando alto – literalmente.
Dizem que um homem pode ser medido pela grandiosidade dos seus sonhos. Se é mesmo assim, um seleto grupo de ministros do Evangelho anda sonhando alto – literalmente. Desde o ano passado, diversos pastores brasileiros andam cruzando os céus em aviões próprios, um luxo antes somente reservado a altos executivos, atletas milionários e sheiks do petróleo. A justificativa para as aquisições, algumas na faixa das dezenas de milhões de dólares, é quase sempre a mesma: a necessidade de maior autonomia e disponibilidade para realizar a obra de Deus, o que, no caso dos grandes líderes, demanda constantes deslocamentos pelo país e exterior a fim de dar conta de pregações e participações em palestras e eventos de todo tipo. Eles realmente estão voando alto.
O empresário e bispo Edir Macedo, dirigente da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) tem feito a ponte aérea Brasil – Estados Unidos a bordo de um confortável Global Express, avaliado no mercado aeronáutico por US$ 50 milhões (cerca de R$ 85 milhões). Para comparar, o preço é semelhante ao do Rafale, o caça-bombardeiro francês que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sonha comprar para as Forças Armadas brasileiras. Equipado com sala de estar, dois banheiros, minibar e lavabo, além de um confortável sofá, o jato permite deslocamentos dos mais confortáveis até os EUA, onde Macedo mantém residência, e tem autonomia suficiente para levá-lo à Europa ou à África. O Global, adquirido em setembro numa troca por um modelo mais antigo, veio juntar-se à frota da Alliance Jet, empresa integrada ao grupo Universal e que já possuía um Falcon 2000 e um Citation X, juntos avaliados em 40 milhões de dólares.
Edir Macedo justifica o uso de aviões particulares dizendo que precisa levar a Palavra de Deus pelas nações onde a igreja atua, que já são mais de 120, e também para evitar transtornos aos passageiros dos aviões comerciais, pois sua pessoa costuma atrair muita atenção da mídia. Pode haver também outros motivos. Foi em voos particulares que a Polícia Federal descobriu, em 2005, que deputados e empresários ligados à Iurd transportavam dinheiro em espécie, no episódio que ficou conhecido como o caso das malas. Os valores, explicou a igreja na época, teriam sido arrecadados nos cultos e eram transportados dessa maneira por questão de segurança e praticidade até São Paulo e Rio de Janeiro, onde a denominação tem sua administração.
Já o missionário R.R.Soares, mais discreto que o cunhado Macedo, não fez alarde da aquisição do turboélice King Air 350, em novembro, fato noticiado pela revista Veja.. Avaliado em cerca de R$ 9 milhões, a aeronave transporta oito passageiros. Como tem uma agenda das mais apertadas, Soares viaja praticamente toda semana pelos mais de mil templos que sua Igreja Internacional da Graça de Deus tem no país, além de realizar cruzadas e gravar programas diários para a TV. Ele realmente tem pensado alto: a igreja também mantém parceria com a empresa de aviação Ocean Air, através da qual um percentual sobre cada passagem comprada por um membro da Graça reverte para a denominação.
“Conquista” – O que chama a atenção no aeroclube dos pastores são as justificativas espirituais para a compra das aeronaves. Renê Terra Nova, apóstolo do Ministério Internacional da Restauração em Manaus (AM) e um dos grandes divulgadores do movimento G12 no Brasil, conta que o seu Falcon é fruto de profecias de grandes homens de Deus como o pastor e conferencista americano Mike Murdock. Em abril de 2009, durante um evento em que ambos estavam, Murdock incentivou uma campanha de doações a fim de que Terra Nova pudesse realizar seu “sonho”. Após chamar Terra Nova à frente, ele mesmo anunciou que ofertaria R$ 10 mil reais, atitude logo seguida por dezenas de pessoas. O avião foi comprado em julho. Dizendo-se “constrangido” com a atitude, Terra Nova admitiu que aquele era seu desejo e que se submetia ao que considerava a vontade de Deus. “O Senhor é testemunha que este avião não é para vaidade, mas para estimular que outros ministérios a que também tenham aviões e, juntos, possamos voar para as nações da terra, pregando o evangelho de Jesus. Assim está estabelecido”, diz o líder em seu site.
“Conquista” e “resultado da fé” também foram as expressões usadas pelo pastor Samuel Câmara, da Assembleia de Deus de São José dos Campos (SP), para comemorar a compra de seu King Air C90, de quatro lugares. O religioso, que durante anos liderou a Assembleia de Deus em Belém (PA) – onde montou a Rede Boas Novas, conglomerado de rádio e TV que cobre vinte estados brasileiros –, se diz muito grato a Deus pela bênção, avaliada em R$ 8,5 milhões. Ele espera juntar-se a outros líderes para montar “uma esquadrilha de aviões para tocar o mundo todo”. Ano passado, Câmara também esteve no noticiário pelas denúncias que fez contra supostas irregularidades nas eleições para a presidência da Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB).
Mas a aquisição aérea que mais chamou a atenção, dentro e fora do meio evangélico, foi concretizada pelo famoso pastor e apresentador de TV Silas Malafaia, da Assembleia de Deus da Penha, no Rio. Possuir uma aeronave própria era um objetivo anunciado pelo líder já há algum tempo, inclusive em seu programa Vitória em Cristo, um dos campeões de audiência na telinha evangélica. Além dos insistentes pedidos por ofertas para manter-se no ar, Malafaia constantemente tocava no assunto avião em suas falas. O empurrão que faltava foi dado pelo pastor americano Morris Cerullo, outro profeta da prosperidade proprietário de um luxuoso Gulstream G4. Num dos programas, levado ao ar em agosto, Cerullo admoestou os telespectadores a desafiar a crise global e participar de uma campanha de doações ao colega brasileiro – um chamado “desafio profético”, no valor de 900 reais, estipulado graças a uma curiosa aritmética que associava a cifra ao ano de 2009.
Aparentemente surpreso, Silas Malafaia assentiu com o pedido. Não se sabe quanto foi arrecadado a partir dali, mas o fato é que em dezembro o pastor anunciou que o negócio foi fechado por cerca de US$ 12 milhões, cerca de 19 milhões de reais. Trata-se de um jato executivo modelo Cessna com pouco uso. Um “negócio espetacular”, na descrição do próprio. Bastante combatido pela maneira ostensiva com que pede ofertas para seu ministério, o pastor Malafaia, que dirige também a Editora Central Gospel, recorre à consagrada oratória para se defender: “Quem critica não faz nada. Você conhece alguma coisa que algum crítico construiu? Crítico é um recalcado com o sucesso da obra alheia.”
que o senhor comente isto no seu blog
falando isto no site Cristianismohoje.com.br Pastores voadores
Oi Ilanyo
Meu amigo Renato Vargens já tem tratado disto muito bem em seu blog. Não tenho nada a acrescentar ao que ele escreveu lá.
Comece por aqui: http://renatovargens.blogspot.com/2010/04/carta-aberta-ao-pastor-silas-malafaia.html
E procure no blog dele pela série “Falsos Profetas” (uma série que já tem 9 partes). Muito bons também.
Abs
Franklin
Deixando o Macedo pra lá, pois o dinheiro é dele e ele compra o que quiser, e tem realemnte motivos para ter o avião pois viaja mesmo (não entendi pq o comentario/artigo foi publicado aqui)voltemos a Ultimato. Ninguém nega o trabalho que a revista faz. É um orgulho apresentar a mesma como um periodigo evangelico de muito bem feito que é. Mas, isso não isenta os mesmos de criticas, e nesse momento ao inves de apenas se defender acho que deveriam rever os textos dos seus escritores. Uma outra coisa, pq deixam Robinson Cavalcanti usar a revista para defender o anglicanismo (quando não é tempo de eleição, pq ai ele se volta para a politica)? A revista não diz que é “sem cor denominacional”? Acho que a reflexão feita a partir destes textos (artigos e comentarios neste blog), no minimo fez a redação pensar, ponderar mais sobre o que publicam.
Joelson Gomes
http://gracaplena.blogspot.com
Joelson
“Deixando o Macedo pra lá, pois o dinheiro é dele e ele compra o que quiser”
Oops, como é que é? Houve tempo em que as contribuições dos fiéis não eram propriedade dos pastores, não eram para faze-los ricos. Sou da velha guarda, ainda acredito, como ensina a Bíblia, que o evangelho não deveria ser fonte de lucro.
O grande mal da Igreja é que os crentes não conseguem perceber nem mesmo os pecados e as heresias mais grosseiros. Quem não percebe um elefante na sala de jantar, certamente não está preparado para enfrentar as “astutas ciladas do diabo”.