A Água Branca e a Mesa Branca
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A Água Branca e a Mesa Branca

No bairro da Água Branca, em São Paulo, existe uma igreja evangélica cujo pastor é difícil de ser definido em sua teologia. Alguns dizem que ele é liberal; outros que é adepto da teologia do processo; outros ainda dizem que ele é expositor do teísmo aberto. Pessoalmente, suspeito que ele seja tudo isso: uma espécie de ornitorrinco teológico – o tipo de pastor que ensina qualquer coisa que pareça moderna ou pouco ortodoxa, deixando a maioria das pessoas contentes, diante de um pregador que tem a “mente aberta”, muito diferente dos “cabeças duras” que defendem o cristianismo histórico.
Até aí, nada de novo. O meio evangélico está repleto desses novos pastores de perfil intelectualista, considerados representantes da vanguarda do pensamento cristão e vistos pelo povo ignorante como filósofos profundos muito à frente de seu tempo. Poucos crentes estão preparados para perceber que, na verdade, as idéias desses teólogos pós-modernos são carentes não só de profundidade, mas também de alicerce escriturístico sólido, chegando a ser heréticas. De fato, longe de serem inovadores em suas concepções, os tais pastores são apenas proponentes atuais de heresias bem antigas. Sabiam que o ornitorrinco tem veneno?
Mesmo sendo somente mais um entre os tais teólogos sofisticados de hoje, o pastor a que me refiro chama a atenção com colocações cada vez mais ousadas e distantes dos pressupostos básicos do cristianismo. Por exemplo: ele ironiza qualquer noção sobre os juízos de Deus, questiona a ética cristã clássica baseada na Bíblia e apresenta aos seus ouvintes um deus novo, bem diferente do Deus de Abraão, de Moisés e de Paulo.
Recentemente, porém, o pastor do bairro da Água Branca se superou, ao fazer comentários que arrancaram aplausos efusivos dos espíritas! Sim, do famoso pessoal da “Mesa Branca”. De fato, num artigo que escreveu, sua visão se mostrou tão longe da Sã Doutrina que um site kardecista publicou o texto com plena aprovação e chamou seu autor de “pastor com ‘P’ maiúsculo”!
Por que esse elogio veio de pessoas tão distantes do evangelho? Bem, o que ocorreu foi o seguinte: conforme noticiado nos jornais, os jogadores evangélicos do time do Santos se recusaram a entrar numa entidade espírita de apoio a crianças com paralisia cerebral para distribuir ovos de Páscoa. Evidentemente, todos os incrédulos massacraram os jogadores. Nada de surpreendente… O que chocou muitos crentes, porém, foi a manifestação do pastor da Água Branca que, unindo-se aos inimigos da fé, escreveu o artigo acima aludido, condenando a atitude dos jogadores.
Entenda bem o problema: é claro que nenhum crente deve se opor ao belo trabalho de ajuda às pessoas deficientes. Aliás, nenhuma outra religião tem uma história tão rica em ações em prol dos que sofrem como o Cristianismo. Porém, o que os cristãos devem saber é que é errado realizar obras sociais de mãos dadas com os expoentes da mentira (2Jo 9-11). É também errado praticar a solidariedade fazendo isso de forma a promover o nome de uma instituição herética, cujos membros praticam boas obras não para a glória de Deus, nem por terem nascido de novo, mas sim visando a uma reencarnação melhor (2Co 6.14-17). Aliás, é bom lembrar que “práticas do bem” assim motivadas não valem nada, pois, para Deus, só conta a piedade procedente da verdade (Ef 4.24). Por isso, os crentes não devem se associar com os espíritas, nem mesmo para distribuir ovos de Páscoa! O mestre da Água Branca, porém, não levou nada disso em conta e criticou com vigor os atletas crentes, arranhando a imagem deles. O veneno do ornitorrinco está nas unhas!
Condenar a atitude dos atletas, contudo, não foi nada perto dos conceitos de espiritualidade que o pastor da Água Branca expôs naquele mesmo artigo. Longe de harmonizar-se com Paulo, para quem a base da espiritualidade é a habitação do Espírito Santo no homem que crê em Cristo (1Co 2.12-16), o mestre da Água Branca enalteceu as crenças em geral, apontando como válida a espiritualidade supostamente presente em todas as religiões, sem nenhuma exceção. Segundo ele “a espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé”, ou seja, para o tal pastor, a legitimidade exclusiva da espiritualidade cristã (cf. At 4.12; Ef 4.4-5) é uma triste falácia!
Como se não bastasse esse chocante desvio, o pastor, na sequência de sua argumentação, condenou a discussão sobre temas como céu e inferno, autoridade exclusiva das Escrituras, homossexualismo, reencarnação, evolucionismo e outros assuntos tão importantes para a formação de uma mentalidade verdadeiramente cristã. Ele sugeriu que discutir esses temas é prática sem qualquer relevância, cujo resultado é somente a criação de divisões entre as pessoas. Portanto, segundo sua concepção, o dever pastoral e cristão de corrigir o erro, admoestar na verdade e condenar a mentira (2Co 10.4-5; 2Tm 4.1-5) não deve ser posto em prática, pois gera barreiras e ataques pessoais, o que é ruim para a sociedade como um todo (será que o pastor esqueceu o que Jesus disse em Lucas 12.51-53?).
Depois, para fechar com chave de ouro, o tal pastor concluiu seu texto defendendo a aproximação de todos os credos. Sim, budistas, muçulmanos, cristãos, hinduístas, enfim, todos os devotos de todas as tradições de fé, no entender do nosso amigo, devem dar as mãos e juntos lutar contra o sofrimento humano “que a todos nós humilha e iguala”.
Foi o máximo! O pessoal da Mesa Branca explodiu de alegria (fez lembrar 1Jo 4.5). Finalmente, os espíritas encontraram um pastor que, como eles, ataca a “visão radical e exclusivista” dos crentes e reconhece a validade do kardecismo. Mais do que isso: acharam alguém que se une a eles na afirmação de que todas as crenças são boas, posto que servem para desenvolver a espiritualidade dos homens!
Para nós, contudo, os crentes de verdade, ficou a tristeza de ver mais uma vez a água branca, cristalina na verdade, da doutrina bíblica, se tornar turva na boca de supostos pastores cristãos, enquanto os proponentes de antigas doutrinas do diabo acrescentam mais uma cadeira ao redor da sua mesa branca, a fim de brindar a chegada de um novo amigo. Ah, o maior predador do ornitorrinco é a serpente!
Pr. Marcos Granconato
Soli Deo gloria

Excelente artigo e muito esclarecedor! É mesmo preciso denunciar as falácias dos líderes que se dizem cristãos, mas, sem qualquer escrúpulo, deturpam a Palavra de Deus.
Duro é que a denominação a que esse pastor está ligado (que é a minha também) não toma providência alguma a respeito. Nem mesmo uma só palavra de censura parte da liderança — que, infelizmente, parece cada vez mais descompromissada com a ortodoxia bíblica. Aliás, em um vídeo “missionário” da dita denominação, repassado às igrejas, Jesus era grandemente enaltecido por seus milagres, pelo alimento multiplicado e distribuído aos famintos, pelas palavras de conforto aos aflitos… só que sem menção alguma à Sua morte e ressurreição. Aliás, há anos não se lê uma linha sequer sobre tal assunto em seus materiais de promoção de missões.
E cada vez mais a filosofia humanista ganha terreno ali. Certa feita, fui a uma de nossas igrejas aqui e o pastor disse no culto que alcoolismo não é pecado, é doença…
A ala “conservadora”, por outro lado, tem sua culpa também, por se omitir, se silenciar ou mesmo combater da forma errada. Muitos ministros sãos na fé preferem se concentrar no pequenino mundo de suas comunidades, preocupando-se apenas com a proteção do feudozinho deles, sem nenhuma perspectiva de que a luta a ser travada é muito mais ampla, nem visão da necessidade de salvar a denominação enquanto ainda é tempo.
O texto de Marcos Granconato é oportuno e muito preciso.
Eu lí o texto de Ed Rene Kivitz: “No Brasil Futebol é Religião”.
Gostei Franklin de vc ter colocado esse texto/resposta do Pr. Granconato, àquilo que Kivitz escreveu não poderia ficar sem resposta.
Franklin,
Excelente texto. Estou repassando o artigo a minha lista de contatos.
Abraços,
Renato Vargens
Finalmente alguêm que comenta (e muito bem) a teologia de cujo dito pastor. Aliás ele é amigo de outro “intelectual” que dirige uma enorme igreja na zona sul da cidade de São Paulo. Já fui membro desta igreja e fui para uma Batista. Lá me perguntaram se eu cria nos 5 pontos do “calvinismo”, mas eu não vi ninguêm denunciando as idéias erradas deste pastor do bairro de Agua Branca (ao contrário a esposa deste foi preletora de retiro de mulheres). Não é triste que em uma denominação, antes conhecida pela sua escola dominical biblica e seu fervor, hoje muitos dos seus membros nem mais comprrendem as coisas básicas da fé.
Bom, não tão longe da igreja de Agua Branca está a Bola de Neve Church … e esta, por incrivel que pareça, está BEM mais perta do evangelho de Cristo e da Bíblia (apesar de ser rotulada neopenteca, ter um “apóstolo”, ser arminiana etc…). Uma boa opção para quem está cansado de tanta falácia sem conteúdo e verdade bíblica no bairro de Agua Branca…
Abraço,
Matias
Triste! Patético!
Poderiam ser pelo menos corajosos em dizer o nome do Ed Rene.
Cada vez lamento mais o fundamentalismo que recrimina e detona tudo que não lhe é favorável!
Lamentável esse texto!
Muitíssimo bem comentado pelo Pastor Marcos Granconato. Já ouvi um CD desse pseudo-pastor Ed René onde ele criticava o Apóstolo Paulo.
Outros absurdos tenho ouvido desse mesmo elemento.
Graças à Deus que alguém como o Pr. Marcos Granconato de ótimo nível teológico e coragem, se levanta contra os falsos mestres e suas heresias.
É Franklin, o que Granconato escreveu retrata muito bem a profecia em Mateus24: 24 “porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos.” São pessoas como este pastor de Água Branca-SP, que surgirão com seus conceitos deturpado e infundado e arrastarão multidões. Infelizmente, são pessoas que não conseguem discernir a verdade e aplaudem o pregador pela sua eloqüência, mesmo que os ensinamentos sejam errados, isso nos lembra as campanhas políticas nos palanques, onde o candidato fala muito e o ouvinte diz: “eu não entendi nada, mas ele falou muito bonito”. Por outro lado, também vemos que ele está agradando outros grupos que desvirtuam totalmente as Escrituras, como os “mesas brancas” que foram citados dando alusão aos Kardecistas. Tudo isso é uma forma de ecumenismo se consolidando com esta abertura, unindo diferentes credos, dando ênfase ao humanismo e desprezando a condição real do homem pecador, e a grande obra da morte do nosso Senhor Jesus Cristo na cruz.
Muito bom, é justamente desta forma que você está fazendo, trazendo estes artigos esclarecedores para ficarmos atentos à nossa luta contra as potestades do ar.
Um abraço
Deus lhe abençoe
Pr. Edson Sobreira Alves
Igreja Batista Regular Maranata – Crato- Ce.
O termos Hebraico (פֶתִי) “Peti” é o termo que muitas das nossas versões traduz como “louco”. O fato que esse termo em Hebraico significa “Mente aberta”, louco é que aquele que aceita tudo. Então um pastor “mente aberta” é aquele aberto para todo tipo de heresias. O que Salomão nos ensina é, que ao invés de abrir a mente como esses querem, o melhor “Feche a mente”, então é bem melhor ser “Pastor Cabeça Dura” do que ser um pastor intelectualisa, mente aberta.
Obrigado pela matéria
Um Abraço
Pastor Flávio Ezaledo
São José dos Campos – SP.
Concordo com todos os comentários, gostaria de lembrar os 400 anos de silencio desde o último profeta até a chegada de João, o povo começou a perecer e olha que quando Jesus chegou havia bastante lideres religioso, mas poucos fiéis e comprometidos com o verdadeiro evangelho. “não havendo profecia, o povo perece; porém o que guarda a lei, esse e bem aventurado” Provérbios 29.18
Franklin, bom dia! Obrigado por me enviar o texto do Marcos, muito bom. Realmente nessa nossa sociedade midiática, para se tornar famoso, ser uma referència não é preciso saber muito, na verdade não é preciso saber nada. Muitos já perceberam isso e falam o monte de besteira e se torna uma referência, é aclamado, adorado etc… Infelizmente essa tendência está presente também em nosso meio,no nosso contexto cristão, e o que é pior: muitos veem nesses “teólogos”, professores, “pastores”, verdadeiros sábios. É lamentável! Acredito que a melhor maneira de continuar combatendo essas doutrinas, que nada tem em comum com a palavra de Deus, é ensinando a sã doutrina e o mais importante: Ter uma vida coerente com o que se ensina. Agindo dessa forma, acredito que as pessoas verão nosso ensino não como mais um discurso religioso,mas um dircurso com autoridade, digno de confiança(Mt 7.28-29). Assim, acredido que faremos a diferença nesse nosso mundo chamado de pós-moderno.
Abraço,
Valdo
Infelizmente comportamentos como o desse tal pastor está se tornando cada vez mais comum em nossos dias. O maior prejuizo disso é que esses falsos profetas, como a própria bíblia já alerta, estão arrastando multidões, “como ovelhas ao matadouro”. Que possamos estar preparados para combater esses ‘homens maus’ que só se preocupam em promover seu próprio nome, a mensagem da cruz para eles não está servindo nem mais como pretexto, o mundo nunca esteve e agora é que não estar mesmo dando a mínima para os ensinamentos bíblicos apregoados pelo nosso Soberano Deus.
Para um triste fim caminha esse mundo. Que Deus tenha misericórdia.
A paz a todos os que ainda tem a coragem de falar que Jesus Cristo é o Filho de Deus e que somente através de sua morte redentora na Cruz do Calvário poderemos alcançar a Salvação.
Olha, a cada dia eu tenho a impressão de que não me escandalizo mais com nada… ah! tempos esse pastor de Agua Branca tem falado no Brasilzão afora um evangelho mediocre e humanista… essa sua declação sobre a atitude corajosa dos atletas do Santos só me fez ter certeza do que suponha… ele é um lobo travestido de ovelha… e merece ser taxado como tal!
Valeu Marcos,
Ornitorrinco! rsrsrs … analogia melhor não poderia ser feita.
Como fez o Renato, também estou repassando este artigo para os meus contatos.
abs
Wilson
Pr. Franklin,
O que me entristece na reação que os irmãos apresentam com relação à pessoa do pastor Ed René Kivitz, é que dão ouvidos a ‘outros’ (coincidentemente de opiniões pejorativas) e não às posições e percepções (diferente de opinião) de quem efetivamente conhece o referido pastor. Não só o conhece, como faz da referida igreja sua comunidade.
Eu faço parte desse grupo de não-ouvidos. E concluo que por falta de um verdadeiro diálogo, promove-se partidarismos e divisões.
Outra coisa que me entristece é que a questão que originou o artigo é um chamado além da religião, para uma postura de co-beligerância (amplamente defendida por Francis Schaeffer). Isso também foi deixado de lado. Mais que pietismo o verdadeiro mandamento bíblico exige promover a beleza do amor.
Oi Volney,
Não escrevo pelo Marcos Graconato; posto isto:
1. Não é de hoje que Kivitz tem deixado transparecer posições teológicas no mínimo questionáveis – basta lembrar a associação dele com o neo-maniqueista Ricardo Gondim, no finado blog “outro deus”, que era uma mistura de marxismo, teologia da libertação e… teísmo aberto.
2. Sobre Kivitz e o teísmo aberto, seria interessante vc dar uma checada aqui: http://www.mackenzie.com.br/fileadmin/Mantenedora/CPAJ/revista/VOLUME_XII__2007__1/valdeci.pdf
3. Reli o texto de Kivitz, hospedado, entre outros lugares, no site “Visão Espírita”. Antes, preciso dizer que, entre minhas leituras preferidas, estão Lutero, Barth e Bonhoeffer; e a partir destas leituras, fui ensinado a desprezar todo esforço religioso, posto que idolátrico. Cristianismo não é religião. Esta é a loucura da torre de Babel, é o homem tentando chegar a Deus por seu próprio esforço. Cristianismo é Deus se revelando na história: na Escritura e na cruz, assim como na tumba vazia. E é justamente a cruz, o sacrificio de Cristo no calvário, que destrói todo esforço religioso, posto que só Deus pode fazer o que Cristo fez: comprar a igreja com seu próprio sangue.
4. Dito isto, acrescento: não há nada no texto de Kivitz que levemente lembre a co-beligerância de Schaeffer. Muito pelo contrário! Kivitz não deu nem o benefício da dúvida aos garotos do Santos. Eu, como vascaíno, li, tão logo aconteceu o incidente, que a questão não era ”religiosa”, mas tinha relação com uma briga interna entre jogadores e técnico. De qualquer forma, Kivitz simplesmente se juntou à multidão, e, me parece, junto com a turba, com ”espadas e porretes”, usou o incidente para não só atacar a religião, mas para, rebaixar a fé cristã – o que a própria turba também fez, e muito, nos dias após o incidente -, tentando igualá-la a mitos e fantasias (como o bom apóstolo ensinou), tais como a reencarnação, etc. Ou vc acha que sites como o “visão espírita” publicariam um texto de Kivitz que falasse do sacríficio expiatório de Cristo na cruz ou de sua ressurreição corporal dentre os mortos? Porque aqui está a pedra de tropeço, a rocha de escândalo, que destrói todo esforço religioso, que tenta loucamente igualar os desiguais – “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões”.
Um cristão não esconde ou fica com vergonha da cruz; ele se posta sob a cruz. Ao não relacionar um suposto “pecado” cometido pelos jogadores santistas com a cruz, o cristão Kivitz se tornou repreensível.
No fim, com tristeza noto; ele acabou se traindo, ao promover mais religião: agora mística, relativista, horizontal e baseada no esforço próprio.
Abs
Franklin
Pr. Franklin,
Também não escrevo pelo Pastor Ed René Kivitz, e nem pela IBAB – escrevo em meu nome pois me entristece a injustiça.
O Professor e Pastor Marcos Granconato em seu artigo é ofensivo não só ao pastor da IBAB, mas também à maioria dos membros e participantes de sua comunidade. Chamar um outro pastor, mesmo que sendo seu desafeto no campo das convicções doutrinárias, de ‘ornitorrinco’ é mais do que uma agressão gratuita. Demanda reparação. O texto é fortemente malicioso – a começar pelo título.
Com relação a Francis Schaeffer, me considero razoavelmente preparado para dizer-lhe que, SIM – acerto quando aponto a co-beligerância.
E para realçar no que insisto, no texto do Reverendo e Professor Valdeci da Silva Santos (link citado por você), lemos: “Há que se reconhecer, todavia, que … e nem Ed René Kivitz jamais se declararam oficialmente adeptos da Teologia Relacional.”
Prezado José Barbosa:
Minha consciência é cativa das Escrituras e nelas aprendo que ao referir-se aos mestres da mentira, os homens de Deus são livres para adotar dois procedimentos: apontá-los dizendo claramente seus nomes (1Tm 1.20) ou fazer alusão a eles deixando clara sua identidade, sem, contudo, nomeá-los. A segunda opção foi adotada por Paulo (Fl 1.15-17; Gl 5.10), por Pedro (2Pe 2.17-19), por Judas (1.12) e até por Jesus (Jo 6.70-71). Assim, em nada me incomoda a consciência ao escrever como escrevi, posto que encontro amparo bíblico para isso, tendo o próprio Senhor adotado o mesmo procedimento que eu adotei.
No tocante à coragem, creio que sua falta não reside no fato de alguém aludir aos desvios de outra pessoa sem citar seu nome (como já provei, esse procedimento tem amparo bíblico), mas sim no medo de apresentar ao mundo um evangelho que o desagrade. A verdade é que a covardia se revela em todos os supostos cristãos que se aproximam do mundo com uma mensagem conciliadora, evitando falar sobre o pecado, a cruz, a ressurreição e o juízo de Deus, com medo de desagradar e ser alvo de ataques. Infelizmente, muitos pastores da atualidade têm adotado essa conduta covarde, sendo essa a real falta de coragem que crentes como o irmão deveriam reprovar.
Ora, ficou claro para todos que ao enaltecer o valor da espiritualidade dos seguidores de Buda, Shiva, Alá, etc. o pastor da Água Branca buscou a aprovação do mundo. E conseguiu! Nós, porém, crentes que conhecem a verdade, não podemos acolher esse discurso sem indignação, mesmo porque a Bíblia diz: “Adúlteros, vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus” (Tg 4.4). Se o irmão deixar seu pensamento moldar-se por textos como esse, não mais dirá que meu artigo é triste e patético, nem tampouco dirá que me falta coragem. Pelo contrário, descobrirá que triste, patético e covarde é sacrificar a santa verdade revelada no altar da paz com os perdidos, como fez o pastor que critiquei..
Você também condena o que chama de “fundamentalismo”, dizendo que “recrimina e detona tudo o que não lhe é favorável”. Na verdade, o nome certo para minha linha de pensamento é “cristianismo genuíno”. O verdadeiro cristianismo se fundamenta só e exclusivamente na Bíblia e, é verdade, ele condena tudo o que não lhe é favorável, pois não crê na pluralidade da verdade, nem que todas as formas de crer são válidas. Por isso, o cristão fiel sempre aponta erros e desvios quando os percebe. Desde o início foi assim. Jesus e os apóstolos, os apologistas da Igreja Antiga, os pais da igreja, os místicos medievais, os reformadores, os puritanos, os pietistas, os apologetas modernos, todos recriminaram e “detonaram” tudo o que não se harmonizava com a verdadeira fé expressa da Bíblia. É assim que os cristãos de verdade agem. Aliás, se você é evangélico, descende ideologicamente da Reforma Protestante, cujos expoentes recriminaram e “detonaram” tudo o que era errado à luz da Bíblia.
Por que cristianismo verdadeiro age assim? Porque cremos que o erro doutrinário destrói as pessoas, gerando-lhes prejuízos nesta e na outra vida! Nós não atacamos porque odiamos. Atacamos porque nos preocupamos. Ao agirmos assim lutamos pelo bem dos homens, tentando libertá-los da mentira, da escravidão presente e da perdição futura. Os falsos cristãos, por sua vez, ao evitar confrontar os que estão no erro, tornam-se inimigos de todos. Primeiro tornam-se inimigos dos crentes, pois maculam sua identidade e adulteram sua mensagem (como fez o pastor da Água Branca). Depois tornam-se inimigos dos incrédulos, pois ao dar-lhes apoio, acabam por incentivá-los a permanecer no erro, no pecado e na mentira (como também fez o pastor da Água Branca). Assim, no fim das contas, os “crentes” que se mostram amigos do mundo, são na verdade, seus piores malfeitores, posto que mesmo conhecendo o remédio para as almas dos perdidos, os estimulam a continuar bebendo veneno!
Bom, espero que o que eu disse aqui meio às pressas ajude você a repensar suas concepções sobre coragem cristã e sobre o que é realmente lamentável no meio evangélico. Se, porém, o que escrevi deixa você ainda mais incomodado, confesso que isso pouco me perturbará o sono. Afinal de contas, a glória dos defensores da fé está no ódio dos hereges.
Pr. Marcos Granconato
IB Redenção – São Paulo
Oi Volney
Só preciso chamar a atenção para o fato de que vc passou por cima tanto dos argumentos de Marcos como dos meus. Ainda que Kivitz se esconda por trás de ambiguidade, ele mesmo escreve que “um Deus que não se esvazia é um diabo”. Além da óbvia blasfêmia, é impossível conciliar isto com Efésios 1.11: “Predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade”.
Não tenho preocupação com Kivitz. Tenho preocupação com a igreja da qual faço parte, e onde sirvo. Me parece que está é a mesma preocupação de Marcos. Fazemos o que fazemos por amor aos membros de nossas igrejas.
Por último, argumentum ad verecundiam não cola. Insistir na questão da co-beligerância só me faz pensar que vc leu mas não entendeu Schaeffer.
Encerro esta questão por aqui. Vc já teve seu espaço para manisfestar seu desconforto, tristeza etc.
Abs
Franklin
Franklin,
Reflexão interessante. Perguntas:
1) Não seria interessante ter o texto do referido pastor para que nós mesmos pudéssemos tirar nossa conclusões?
2) Me pergunto se não seria mais “bíblico”, ao invés de escrevermos e/ou difundirmos esses textos abertos contra uma determinada teologia, se o procurássemos para uma palavra de exortação, como somos orientados pela Palavra?
3) Após um possível encontro com a exposição feita de forma a exosrtar, nos restaria: a- o pastor se retratar por não estar sendo fiel ao Evangelho; b- partir para um artigo/carta aberta, etc, de forma a alertar que foi identificado alguém que prega contra a Palavra, que foi exortado, mas que infelizmente não surtiu efeito, e por isso pode causar estrago no nosso meio. Como Paulo advertiu a Timóteo: “2Tm4.15 – Guarda-te dele, porque resistiu muito às nossas palavras”. c- cuidar de nossa igreja local para ser pautada na verdade, conversar com pastores influentes e sadios para fazerem o mesmo, e mais do que tudo, orar pela conversão do referido pastor ao único Evangelho, da cruz e ressureição, perdão e nova vida, em detrimento da religiao vigente, e orar ainda mais pelas ovelhas que se desviam em função da confusão causada.
Abração,
Ed
Oi Ed,
O texto do Kivitz é: “No Brasil Futebol é Religião”. Dá uma pesquisada rápida no google que o texto aparece.
Sobre os pontos 2/3: isto já foi feito. Agora, é cumprir 1Tm 5.19-20. Podemos conversar sobre isto pessoalmente, quanto poderei terminar meu serviço mau feito. hehehe
Abs
Franklin
Agora li o texto na íntegra. Realmente não tem como não dizer no mínimo que o ele perdeu a chance de falar da Palavra de Deus, e de talvez comentar a atitude dos meninos da vila com o olhar bíblico. Ao não fazer isso, na minha opinião, deu margem para tudo isso que está acontecendo. É no mínimo imprudente, como o zagueiro que dá uma entrada dura no atacante adversário, dentro da sua área, e espera para ver se o juiz apita ou não o penalti contra ele. Não vale o risco!
após ler o texto, parabéns por colocar os “pingos nos is”, para ser mais simples. o Evangelho é simples, assim, artigos que falem dele devem ser também. Mais Cristo, menos nós, “importa que Ele cresça”.
Semana que vem te procuro para conversarmos então, OK?!
Abraço,
Ed
Olá José Barbosa e Volney.
Já que vocês estão levando uma “surra” teológica, vocês poderiam parar de perder tempo criticando o Pr. Franklin e o Pr. Granconato e poderiam estudar mais a Bíblia.
Ed,
Concorco que ele deveria ser procurado, e foi. Eu escrevi para o outro Ed, porem o mesmo nao respondeu. Escrevi para a secretaria dele (Marcia) e ela tambem nao respondeu. Liguei para a IBAB e tentei falar com ela…A ideia seria conversar com ele e questiona-lo, mas pelo visto ele nao esta interessado. Alem disso se ele publica o que pensa, devemos sim publicar o que a Palavra de Deus diz a respeito. A autoridade nao e de ninguem, senao da Palavra de Deus.
abs
Ricardo
Vibrei com a publicação desse texto do meu amigo Marcos Granconato.
Fiquei muito ofendido com o artigo do Ed Rene Kivitz.Como ele pode usar a influência que o povo de Deus lhe deu para desconstruir o Evangelho diante dos incrédulos?
Granconato vindicou o Evangelho, apenas isso.Não há ofensa, há veemência, zelo, coragem de se expor. Virtude fácil de ser caluniada difícil de ser imitada.
Sei que o Franklin respondeu muito bem as questões levantadas pelo Volney, mas gostaria de fazer um pequena explicação de algo que não foi compreendido pelo próprio Volney.
Ele disse que foi uma ofensa chamar o pastor da Água Branca de “ornitorrinco”. Tenho a impressão que ele julgou ser isso uma ofensa parecida com chamar alguém de “burro”.
Esse tipo de aplicação da fauna (hehehe) para nomear alguém serve a uma figura de linguagem que se chama “metáfora”. A idéia é fazer uma comparação com alguma peculiaridade do animal referido. Assim, se você chama alguém de “burro” quer dizer “pouco inteligente”. Se chama de “lobo”, quer dizer “alguém perigoso”.
Mas, se chama alguém de “ornitorrinco”, quer, com isso, dizer que tal pessoa é difícil de ser definida, já que o ornitorrinco parece ser a mistura de diversos animais. Uma pessoa que defende pontos inconciliáveis e contraditórios, pode ser, assim, definida pela metáfora “ornitorrinco”, sem que, com isso, surjam pessoas desavisadas que acusem o proponente da metáfora de ter chamado alguém de “animal”.
Volney, me desculpe a aula de português, nem é meu forte, mas não tem como ficar quito diante de uma acusação infantil.
Abraços.
Pr. Thomas Tronco
IB Redençao – Atibaia
Caro Franklin,
diante da discussão, só posso reafirmar: agradeço que vc tenha colocado o texto do Marcos Granconato no blog. Eu sou uma pessoa aberta teologicamente e consigo ter comunhão com reformados, ariminianos, históricos e pentecostais. Fui membro da igreja do Gondim (pensava que era pentecostal com a doutrina da graça no seu centro). Eu presenciei como ele e seu amigo de ministério Ed Rene começaram a relativizar a mensagem bíblica e arrogantemente colocaram se contra aqueles que defendem uma doutrina ortodoxa (seja esta reformada ou seja pentecostal clássica). Para este ilustres pseudo-intelectuais somos apenas “fundamentalistas fanáticos”. Saí da igreja do GOndim e fui para uma Batista, que se diz reformada, mas na sua livraria vende os livros de Ed Rene, Gondim e Brian McLaren. Onde está o discernimento?
Por isto: muito corajoso de sua parte publicar o texto, pois eu sei, que o Ed Kivitz tem um grande fã clube.
O meu maior desespero em relação a igreja brasileira é presenciar o total desinteresse pela sã doutrina em TODOS os meios. E o resultado é: mentes confusas e superstição.
Abraço,
Matias
P.S. eu tambêm gosto de ler Bonhoeffer. Para mim um dos grandes exemplo de compromisso cristão no meio de uma sociedade corrupta. Sem dúvida, ele e Barth não eram sempre ortodoxos, mas nunca falaram besteira como o fazem hoje nossos representantes “intelectuais”. O papo de um Gondim e Ed está mais para pastor luterano liberal na Alemanha (conhecidos pelo seu exteremo liberalismo) do que para Bíblia
Oi, Franklin,
Pois é, esse pessoal do “deixa disso” certamente se horrorizaria com a pregação nada “light” de João Batista, passaria a mão na cabeça de Pedro quando Paulo o repreendeu duramente sobre os judeus, ficaria com peninha dos fariseus nas diversas vezes em que Jesus os insultou (de víboras e hipócritas!)…
A eles, um conselho: substituam o amorrrrrrrrr politicamente correto pelo amor bíblico, que passa, sim, pela repreensão na Palavra.
Abraços!
Oi Matias,
Bom lê-lo por aqui, de novo. Vc, como tem a TS que escrevi com Alan, sabe do meu tratamento respeitoso aos verdadeiros arminianos. Eu posso entender que o arminianismo é um erro teológico, mas nunca uma heresia. Aliás, em outro livro que escrevi, trato John Wesley como um de meus campeões da fé.
Tomando suas palavras como gancho, esta questão que estamos tratando aqui é ilustrativa do estado da igreja evangélica. Segundo pesquisa recente da Sociedade Bíblica Ibero-Americana (SBIA), cerca de 50% dos pastores brasileiros NUNCA leram a Bíblia toda. Obviamente, isto vai se refletir na comunidade; na medida em que eles não conhecem mais o texto bíblico, vão ajuntar para si mestres que sejam meros espelhos de si mesmos; o resultado está ai.
Por fim: quer ler um teólogo alemão muito bacana? Vá para Wolfhart Pannenberg. Estou lendo a TS dele, e terminei sua exposição do Credo, escrita em meados da decada de 1970. Que coisa bonita e profunda de ler!
Abs
Franklin
Obrigado, franklin pela dica. Não conheço este teólogo alemão. Vou verificar.
Estudei na Alemanha com o Prof Dr Thomas Schirrmacher (Martin Bucer Seminar) e ele escreveu uma excelente Ética (em 4 volumes) que ao mesmo tempo contém charts de teologia sistemática (ele é reformado). Ainda existem alguns teólogos bíblicos na terra da reforma.
Estou devendo a visita na IBNU para nos conhecermos pessoalmente.
Mais uma vez, agradeço pela coragem de colocar este artigo crítico. Simplesmente não podemos nos conformar com desvios doutrinários desta natureza.
Abraço,
Matias
É profundamente lamentável o ponto em que muitos que se intitulam cristãos e pastores chegaram. Aterroriza-nos saber que o ecumenismo entra com força nos arraiais dos que se dizem “crentes” e vai tentando destruir a “Fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”. Se possível fosse este ecumenismo disfarçado de verdade engoliria os próprios eleitos. Mas creio não ser possível e então o que resta é a verdade de que “eles sairam do nosso meio mas não eram dos nossos”. Boa viagem! Já vão tarde!!!
Vendo as reações de algumas pessoas às exortações contidas no artigo que deu origem a toda essa celeuma, eu percebo que a mesma ideologia mundana que hoje permeia a educação de filhos (aquela psicologia barata de que não se deve repreender, mas “conversar” com os filhos quando fazem algo errado), está se infiltrando na igreja. Aquela mesma psicologia que vem gerando uma grave crise de autoridade no mundo todo, e já criou uma geração de pessoas que não se submetem a regras, que só pensam na satisfação imediata dos desejos (notam alguma semelhança com a Teologia da Prosperidade?), que acreditam que o “sentir-se bem” é a medida de todas as coisas, e que, auto-justificados por essas ideologias, se tornam cada vez mais corruptos e delinquentes.
Talvez as pessoas que defendem pontos de vista absurdos como o do Sr. Ed René tenham recebido essa educação em casa. Ou não.
O conceito de amor está profundamente distorcido na cabeça das pessoas, inclusive crentes. O mundo quer nos convencer que a crítica é sempre uma atitude errada. Sofro isso constantemente em minha família. Sou o recalcado. Eu sei que não nasci puro, ou conhecedor da Palavra, mas depois que a aprendi e identifiquei (pela graça) como a única Verdade, me curvei a ela e reconheci que precisava muito mudar (e ainda preciso).
Outros comentários aqui já expuseram inúmeras situações bíblicas em que homens falando da parte de Deus falavam em tom de crítica, sem se importar com o “politicamente correto” discurso do “Deus é amor”. Inclusive nosso Mestre Jesus Cristo.
Prossigamos denunciando as heresias e encorajando os bravos irmãos que fazem da apologética cristã um ministério, no nosso papel de povo de Deus. Nesses horas eu me lembro de Jesus dizendo que não veio trazer paz ao mundo, mas espada (que não pensem, contudo, que estou estimulando a violência, por favor …).
Acho que precisamos explorar cada vez mais nos púlpitos a CORRETA definição de amor, segundo a Bíblia, em prol da igreja de Cristo, contrapondo-a à definição “politicamente correta” do mundo, esta que já está gerando frutos podres como “igrejas evangélicas para homossexuais”, dentre outras abominações.
Abraços a todos.
Lí o comentário do Pr. Granconato.
Foi feliz em suas colocações. Usar da filosofia para sustentáculo das posições e relegar a bíblia como fonte MEDIATA é o que já de muito vem ocorrendo no meio evangélico. Isso me move a entender que estes individuos nada conhecem de filosofia “POIS A FILOSOFIA ENSINA PELO MENOS A PENSAR ESSA É A FINALIDADE PRECIPUA DELA” e nada conhecem dos teólogos modernos como TILLICH e outros que se alinham aos liberais; que em sua teologia sistemática nos afirma que teologia e filosofia partem de pressupostos incomuns – a primeira, perscrutando a estrutura do ser – a segunda, não alienada do ser – porém o teólogo deve ser um homem que fala da mensagem revelada – que eé compromissado com a igreja; O FILÓSOFO não aceita a verdade INCONTESTE, porque revelada e acabada; logo não se alinham” e conhecem muito menos da Sã doutrina, ou posso crer que são desleais com suas consciências. Bastaria também ler uma das monografias do pastor Granconato “Thomas de Aquino” onde o Aquinatense se alinha com os reformadores, no que tange a inerrância da palavra de Deus. Acredito que estes “moderninhos porque teologástros” emproados de intelectualidade, não deveriam mais ostentar o nome evangélico. Já há “igrejas” com o nome de CLUBE ai na mídia!.
É bom lembrar que o Sr. Rivail Denizzard Hypolite de Leon – Ele mesmo, o codificador do Espiritismo, admite a erraticidade dos Espiritos – Pelo menos o referido pastor criticado já crê e prega a erraticidade da Biblia. Claro e lógico que os Espiritistas se alinharariam com ele.
CARLOS GÄLFKE
galfke.op@gmail.com
Oi Franklin,
reli o texto de Kivitz (http://visao-espirita.blogspot.com/2010/05/o-que-e-religiaomesmo-no-brasil-e.html) e não consigo imaginar como ele e Gondim ousam vir a público como “pastores” sem nenhum texto bíblico a apresentar.
É muita arrogância. Esses caras não usam um texto bíblico para expressarem suas “filosofias” vazias. No twitter, Gondim (http://twitter.com/gondimricardo) “filosofa” de modo arrogante e mundano. O abandono das Escrituras é crasso. Tomara que pastores mais novos não enveredem pelas vias mais agradáveis de suas falácias, mas encontrem-se submissos à autoridade das Escrituras, sendo-lhes fiel.
Obrigado Franklin e Granconato por batalharem!!! pela fé de uma vez por todas entregue aos santos. Que este seja um exemplo a ser seguido, e não aquele que, infelizmente, mais atrai seguidores no Brasil: o de “pastores” pseudo-filósofos arrogantes, que mais desejam agradar aos homens e “quebrar tudo” do que temer àquele que é poderoso para lançar suas almas no inferno.
Tomara que Gondim e Kivitz não continuem a crescer em influência, como tem acontecido, entre pastores mais novos, como eu. Oro para que a minha geração olhe para a cruz, para a glória de Deus, para o Evangelho genuíno, para a graça soberana e rica em misericórdia mais do que para estas estrelinhas que tanto têm crescido no gosto dos evangélicos.
Para a turma do deixa disso, recomendo este vídeo do MacArthur (http://www.youtube.com/watch?v=uRSKU9_7BJQ).
No programa do Larry King (CNN), MacArthur deixa claro que não se trata de opiniões contrárias, mas de uma batalha entre aqueles que acreditam que a Bíblia é a Palavra de Deus contra aqueles que não acreditam.
Não diz respeito apenas ao que um acredita diante do que o outro acredita… é mais do que uma crença… é uma batalha!
Estamos numa GUERRA pela veracidade, autoridade, integridade, inerrância e inspiração das Escrituras. Ou vc crê nisso, ou vc ataca isso, ou ainda, por não crer, omite as Escrituras de seus pensamentos e escritos.
Pois é, Wilson. Enquanto nos EUA homens sérios e comprometidos como MacArthur e Albert Mohler são ouvidos em rede nacional e cosiderados líderes influentes, aqui, infelizmente, homens sem comprometimento com as Escrituras ganham espaço de pessoas que buscam alguém para coçar seus ouvidos rebeldes e curiosos pela última novidade e inovação doutrinária (2 Tm 4.3-4).
Ótimo artigo do Granconato.
Lendo o comentário do Tiago Abdalla, fico pensando, onde estão os nossos representantes de um evangelho bíblico na midia. Realmente a midia carece de um programa evangélico e verdadeiramente evangelístico (evangelizar com teologia bíblica) relevante. Os neopentecostais compraram rádios, espaços na TV e até canais de TV (atualmente o canal da Shoptour está sendo disputado por dois representantes neopentecostais). Influenciaram com sua teologia da prosperidade TODAS as igrejas, enquanto isto, a discussão teológica séria está sendo mantida entre quatro paredes.
Nos EUA, Mohler não defende seu calvinismo ou a igreja batista, a qual pertence, quando vai a público, mas luta por valores e ensinos bíblicos relevantes a todos. Assim tambêm John MacArthur (apesar de declarações infelizes no Larry King, defendendo a guerra do Iraque sem um pingo de humanidade, ou malhando qualquer carismático). Aqui, um dos poucos programas sérios na TV, infelizmente perde o foco, quando começa a valorizar demasiadamente a teologia e história da denominação que leva este programa ao ar, assim, não percebendo, torna-se um programa para os “domésticos” daquela denominação, mas irrelevante para o mundo.
Há alguns anos, o Gondim, o Kivitz e o Ariovaldo tinham um programa na TV. Graças a Deus acabou! Era um outro evangelho. O Ariovaldo ainda tentava salvar uma ou outra afirmação feita pelos colegas arrogantes, mas o programa contribuia em nada para levar o telespectador a uma reflexão séria.
O Brasil tem teólogos profundos e piedosos (tem aqueles que apenas sao academicos). Como ajudá-los a alcançar multidões? Livros são pouco lidos, e a influencia do neopentecostalimso deve-se a sua presença na mídia e nas periferias.
Macedo, Soares e agora Malafaia estão fazendo a cabeça do povo evangélico, afastando-os do evangelho da graça. Gondim e Kivitz atendem os “feridos” do neopentecostalismo, pentecostalismo clássico legalista e tradicionalismo dogmático e propõe relativismo pseudointelectual como salvação dos grilhões da religião estabelecida (apesar nas suas respectivas igrejas são absolutistas e vivem bem, graças as ofertas generosas….).
Nos EUA o “new calvinism” está impactando muitas igrejas e movimentos (não preciso concordar com todos os pontos de sua teologia para admirar este movimento), aqui no Brasil discute-se isto talvez em uma ou outra igreja de classe média, média-alta, mas a maioria dos nossos irmãos vivem nas perferias e ficam sem acesso ao evangelho bíblico. Quando prego em comunidades pentecostais na periferia, tento sempre de forma acessível ensinar sobre a doutrina da graça e fico admirado ao conversar com os irmãos, como são influenciados pela TV (não somente pelas novelas da Globo, mas tambêm pela teologia dos neopentecostais). Você precisa fazer um trabalho de base para “consertar” o estrago, sem acabar com o fervor pentecostal destes amados irmãos. Talvez antes de entrar na mídia (que é extremamente caro e não sabemos arrancar dinheiro), deveríamos preparar evangelistas-mestres, fervorosos no Espírito, abertos a dimensão dos milagres, mas acima de tudo bem preparados na sã doutrina para fundarmos comunidades bíblicas e relevantes nas periferias das nossas grandes cidades. Acabaria influenciando outras igrejas que já estão lá.
Abraço,
Matias