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John Piper no Brasil 2011

John PiperJohn Piper, pastor da Bethlehem Baptist Church, em Minneapolis/Minnesota, EUA e um dos mais importantes autores cristãos da atualidade, estará pregando de 5 a 7 de outubro de 2011 na Conferência Fiel, que tradicionalmente ocorre em Águas de Lindóia, no interior paulista. Piper também estará pregando em São Paulo na Universidade Presbiteriana Mackenzie nos dias 7 e 8 de outubro de 2011. E no Rio de Janeiro ele pregará na manhã de 9 de outubro de 2011. Nessas duas ocasiões, pastores e líderes brasileiros oferecerão workshops tratando de temas vinculados aos escritos de Piper, assim como haverá o funcionamento de uma livraria, com a venda de livros das principais editoras evangélicas com bons descontos.

Esta semana, na terça-feira 24 de agosto, participamos de um encontro de pastores e líderes ocorrido nas dependências da Igreja Presbiteriana da Gávea, para formalizar uma aliança para alugar um espaço para receber este evento naquela cidade e estabelecer uma agenda de cooperação. Estas são as igrejas e ministérios representados por pastores e líderes que participaram deste encontro:

Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida/Barra da Tijuca
Assembléia de Deus Venda da Cruz
Igreja Batista Betel de Mesquita
Igreja Batista Bíblica da Tijuca
Igreja Batista Central de Iguaba Grande
Igreja Cristã da Aliança
Igreja Presbiteriana da Gávea
Igreja Presbiteriana da Piedade
Ministério Atos 29
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A igreja de Cristo e os Desafios do Novo Milênio

A igreja de Cristo e os Desafios do Novo MilênioVivemos numa época chamada por muitos de “pós-moderna”, caracterizada por forte desconfiança da razão, muitas e novas “verdades”, individualismo e consumismo. Há uma semelhança muito grande entre o nosso tempo e a época em que o cristianismo surgiu. O que temos visto é o ressurgimento de uma cultura pagã, muito parecida com a cultura do tempo de Jesus e dos apóstolos. A Igreja Cristã hoje é ignorada pelo mundo, tendo que lutar por sua sobrevivência ao lado de muitos outros movimentos religiosos. Estas mudanças, que estão ocorrendo no mundo, tem tido poderosa influência sobre nossa doutrina, nossa pregação e nossa forma de ser igreja. Este estudo é dividido em duas partes. Na primeira, examinaremos brevemente o impacto na igreja de uma forma de pensar “pós-moderna”, e, na segunda parte, examinaremos onde a história da Igreja pode nos ajudar a mantermos a fé evangélica de forma fiel à herança cristã. [...]

Evangélicos Repudiam o Silêncio Diante da Violência do Rio: 2005

A carta abaixo foi escrita quando pastoreava uma pequena igreja batista no Rio de Janeiro. Ela foi assinada por cerca de cem evangélicos daquela cidade e enviada à governadora do estado, ao prefeito, a todos os senadores, deputados federais, estaduais e vereadores, assim como aos principais meios de comunicação. De lá para cá houve um escalonamento da violência naquele estado. No ano seguinte, em 28 de dezembro de 2006, em meio à nova onda de violência, um ônibus interestadual da Viação Itapemirim, que seguia de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, para a cidade de São Paulo, foi incendiado por uma quadrilha em Cordovil resultando em nove mortes. No total, vinte pessoas morreram e vinte e duas ficaram feridas, numa série de ações criminosas contra ônibus, delegacias e postos policiais, da Zona Sul à Baixada Fluminense. Entre 2007 e 2010, de acordo com a ONG Rio de Paz, a violência causou a morte de vinte e cinco mil pessoas naquele estado. A governadora do Rio de Janeiro era Rosinha Garotinho, que em 27 de maio de 2010 teve o seu mandato cassado pelo TRE-RJ por abuso de poder financeiro. O prefeito na época era César Maia, que atualmente é candidato ao senado por aquele estado.

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Violência no Rio

Na noite de terça feira, 29 de novembro de 2005, ocorreu o impensável no Rio de Janeiro. Cinco pessoas, inclusive uma criança de um ano e um mês de idade, juntamente com sua mãe, morreram queimadas dentro de um ônibus da linha 350 (Passeio-Irajá), da Viação Rubanil, na Penha, subúrbio ao norte de nossa cidade. Este bárbaro assassinato eleva a violência a um novo e assustador patamar em nosso município. Outras 14 pessoas ficaram feridas. [...]

V Encontro da Fé Reformada

Entre os dias 30 de junho e 3 de julho participei do V Encontro da Fé Reformada em São Luís, no Maranhão. Esta conferência ocorre anualmente na Igreja Presbiteriana do Renascença, pastoreada pelo reverendo Ilmar Almeida. Entre os que já falaram nesta conferência nos anos anteriores estão Augustus Nicodemus, João Alves, Hermisten da Costa e Conrad Mbewe, entre outros. Neste ano, tive o privilégio de dividir os estudos com Tarcízio Carvalho, professor assistente de Antigo Testamento no Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper e professor de hermenêutica no Seminário Presbiteriano José Manoel da Conceição.

O tema geral da conferência foi sobre a espiritualidade, questão extremamente importante para a fé cristã e assunto recorrente em muitas conferências e publicações recentes. Tarcízio tratou da espiritualidade nos Salmos. Na primeira palestra ele conceituou o que vem a ser “espiritualidade”, dialogou com o livro A cabana e terminou com uma sugestiva devocional no salmo 1. No domingo, 4 de julho, ele tratou dos salmos 8 e 88, pela manhã, e dos salmos 29 e 30, à noite. Na quarta-feira ofereci um breve resumo da vida de Jonathan Edwards, assim como uma definição do que vem a ser o avivamento, concluindo com um resumo do clássico A verdadeira obra do Espírito, uma exposição de 1João 4, pregada originalmente na Universidade de Yale, em 1741, e que se concentra nos sinais que caracterizam um verdadeiro avivamento. Na quinta e no sábado expus o tratado sobre as afeições religiosas, de 1746, publicado pela editora Palavra como Uma fé mais forte que as emoções, encerrando minha participação no encontro com uma descrição de doze marcas que indicam a verdadeira espiritualidade cristã.

Havia cerca de 60 a 100 pessoas por encontro, que terminava com um gostoso lanche oferecido pela igreja aos participantes da conferência. Também havia uma boa livraria, dirigida por Allen Porto, pastor da Igreja Batista Renascença, oferecendo livros das editoras Fiel e Cultura Cristã com bons descontos para os participantes. [...]

Uma Nota Sobre o Comentário de Calvino aos Gálatas, Efésios, Filipenses e Colossenses

Recentemente recebi um e-mail onde foi questionada a “publicação de Gálatas Efésios, Filipenses e Colossenses num único volume, uma vez que a editora publicou Gálatas e Efésios em separado”. O irmão em questão comentou que já havia adquirido o comentário de Efésios e “já tinha o de Gálatas pela Parakletos”. Como a indagação deste irmão é muito pertinente, publicamos aqui a reposta que enviei a este irmão.

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Em agosto de 2007 comecei a trabalhar na Editora Fiel. Fui convidado para trabalhar especificamente com o lançamento das obras de João Calvino. Antes da minha chegada, a Fiel lançou dois comentários, Gálatas e Efésios. Estes dois comentários foram simples reimpressões dos comentários que a Parakletos lançou em meados da década de 1990. Já naquela época, a Parakletos começou a relançar novas edições destes comentários, no caso, Romanos e 1Coríntios. Estas novas edições, diferentes das anteriores, continham centenas de ricas notas de rodapé e o texto latino, ao lado do texto em português (isto é explicado numa nota editorial que acompanha a edição de Romanos de 2001). Com minha chegada à editora Fiel, o processo original foi retomado, isto é, a partir de agora somente serão lançados comentários neste novo padrão, com notas de rodapé, texto latino e eventuais apêndices ou ajudas (como pode ser visto nas imagens abaixo), seguindo a edição-padrão das obras de Calvino lançadas pela Baker Book House, e não a edição simplificada da Eerdmans, que era o padrão anterior. É preciso deixar claro que não há nenhuma previsão para lançar Filipenses e Colossenses separadamente, pois ao preparar estes comentários para publicação, descobrimos que nunca se intencionou lançar os quatro (Gálatas, Efésios, Filipenses e Colossenses) separadamente. Então, além de termos uma nova edição de Gálatas e Efésios, voltamos ao formato original, desejado por João Calvino, lançando os quatro em conjunto. Também se deve considerar que os quatro comentários lançados em conjunto ficaram bem mais em conta, financeiramente, para o leitor, do que lançar os quatro comentários separadamente.

Gal - Ef - Fil - Co 1Gal - Ef - Fil - Co 2

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Parecido com o Melhor de Todos

Pr. Clodoaldo Machado

Um ensino claro na Bíblia é que os crentes em Cristo Jesus devem ser como Ele. Ser parecido com Jesus é uma frase que muitos crentes já ouviram, para não dizer que já disseram. Paulo escreveu aos Romanos: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8.29, ênfase acrescentada). Deus estabeleceu Jesus como o modelo que o agrada, aliás, em duas oportunidades Ele falou que Jesus é o Seu Filho amado em quem tem prazer (Mt 3.17; 17.5). Portanto não é segredo para o crente que Deus tem o propósito de torná-lo semelhante a Jesus.

Se devemos então ser como Jesus devemos compreender como foi a vida dEle, apesar de parecer um tanto óbvio dizer que todo crente deve compreender como foi a vida de Jesus. Parece também ser redundante, já que a maioria dos crentes afirma compreender muito bem como foram os anos de vida de nosso Senhor entre nós. Lembram-se do seu nascimento virginal, de sua tentação, dos milagres que operou, do seu sofrimento na cruz. De forma geral parece que a vida de Jesus está na memória de todo crente, até mesmo de alguns que não confiam nEle. Alguém, porém, disse com sabedoria que é preciso compreender não somente o que a Bíblia diz, mas também o que ela quer dizer quando diz o que diz. Isto é verdade sobre a forma como Jesus viveu, muitos sabem dos fatos acontecidos em sua vida, no entanto ficam aquém dos ensinos ali ministrados. [...]

A Água Branca e a Mesa Branca

No bairro da Água Branca, em São Paulo, existe uma igreja evangélica cujo pastor é difícil de ser definido em sua teologia. Alguns dizem que ele é liberal; outros que é adepto da teologia do processo; outros ainda dizem que ele é expositor do teísmo aberto. Pessoalmente, suspeito que ele seja tudo isso: uma espécie de ornitorrinco teológico – o tipo de pastor que ensina qualquer coisa que pareça moderna ou pouco ortodoxa, deixando a maioria das pessoas contentes, diante de um pregador que tem a “mente aberta”, muito diferente dos “cabeças duras” que defendem o cristianismo histórico.

Até aí, nada de novo. O meio evangélico está repleto desses novos pastores de perfil intelectualista, considerados representantes da vanguarda do pensamento cristão e vistos pelo povo ignorante como filósofos profundos muito à frente de seu tempo. Poucos crentes estão preparados para perceber que, na verdade, as idéias desses teólogos pós-modernos são carentes não só de profundidade, mas também de alicerce escriturístico sólido, chegando a ser heréticas. De fato, longe de serem inovadores em suas concepções, os tais pastores são apenas proponentes atuais de heresias bem antigas. Sabiam que o ornitorrinco tem veneno?

Comentário de Calvino aos Gálatas, Efésios, Filipenses e Colossenses

Prefácio à edição em português

Comentário de Calvino aos Gálatas, Efésios, Filipenses e ColossensesO leitor tem em mãos o comentário de João Calvino a quatro das epístolas canônicas escritas pelo apóstolo Paulo.1 Estes quatro comentários foram preparados durante o tempo em que o reformador francês trabalhou, em meio à grande luta e oposição, para organizar estruturalmente a igreja reformada da cidade de Genebra, na Suíça. Ele casou-se com Idelette de Bure em março em 1540, em Strasbourg, de onde, em 13 de setembro do mesmo ano, retornou à Genebra, iniciando os vinte e cinco anos finais de seu ministério, e que marcariam seu nome indelevelmente na história daquela cidade suíça e da cristandade. Ainda naquele ano, seu amigo Philipp Melanchthon (1497-1560), para tentar sanar a divisão entre luteranos e reformados, preparou a Confessio Augustana Variata, que foi prontamente subscrita por João Calvino. Esta Variata incluía uma importante revisão no ensino da Santa Ceia e acerca da presença de Cristo nos elementos da eucaristia, onde se lê: “Da Ceia do Senhor, se ensina que com o pão e o vinho são verdadeiramente testemunhados o corpo e o sangue de Cristo para os que se alimentam da Ceia do Senhor”.2

Cristianismo Sem Cristo – Parte Final

José Mário da Silva

Semana passada escrevemos um artigo discorrendo sobre algumas das matrizes conceituais básicas que norteiam o livro Cristianismo sem Cristo, de autoria do teólogo norte-americano Michael Horton. Na oportunidade, dizíamos que, conquanto as reflexões do aludido teólogo se amparassem nas realidades observadas no território da América, elas poderiam perfeitamente ser aplicadas ao contexto da igreja evangélica brasileira, a qual, a olhos vistos, se tem afastado da simplicidade e da pureza inerentes ao evangelho de Cristo e, ato contínuo, tem, sem escrúpulo doutrinário algum, acolhido estranhos ensinamentos e práticas litúrgicas completamente destituídos de qualquer chancela da Palavra de Deus.

Cristianismo Sem Cristo

Tive o privilégio de ouvir as palestras de um dos escritores e preletores que mais aprecio, Michael Horton, em sua terceira vez falando no Brasil, desta vez no Congresso Internacional de Religião, Teologia e Igreja, realizado na Universidade Mackenzie, de 1 a 3 de março deste ano. Naquele evento também foi lançado mais um livro de sua autoria, Cristianismo sem Cristo.

Por conta da importância deste volume, julgo oportuna a publicação, em duas partes, de um ensaio preparado por José Mário da Silva, baseado na obra recém-lançada de Horton. Ele é presbítero da Igreja Presbiteriana de Campina Grande, na Paraíba, Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal da Paraíba e professor de Teoria da Literatura da Universidade Federal de Campina Grande, no mesmo estado. Também é autor de livros na área teológica e de crítica literária.

A Confusão Evangélica Diante do Antigo Testamento

Luiz Sayão

A igreja evangélica brasileira é uma das mais dinâmicas e criativas do mundo. Por essa razão seu crescimento tem sido extraordinário. Todavia, uma igreja jovem e efervescente tem dificuldades de doutrinar e discipular seus novos membros. Essa é uma realidade na igreja brasileira.

É notório que o uso do Antigo Testamento na prática e na liturgia eclesiástica brasileira tem crescido de maneira substancial. Principal no contexto do louvor e da adoração a ênfase vétero-testamentária é mais do que expressiva. E como percebeu Lutero, a teologia de uma igreja está em seus hinos. Afinal, o que está acontecendo? Para onde estamos indo?

Conferência de Pastores da Região Amazônia Equatorial

Nos dias 16 a 18 de abril participei da I Conferencia Regional de Pastores da Região Amazônia Equatorial da Aliança das Igrejas Cristãs Evangélicas do Brasil – AICEB. Este congresso ocorreu na igreja da AICEB no rio Anajás-Miri, no Pará, pastoreada por Nildo Pinheiro. O Pará é o segundo maior estado do Brasil, e Anajás-Miri fica localizada no município de Anajás, na Microrregião de Furos de Breves, messoregião de Marajó, a maior ilha fluvio-marinha do mundo. A viagem de barco pelo rio, de Belém para onde se localiza a igreja, dura em média 9 horas. Na ida passamos pela cidade de Curralinhos, e retornamos passando pela cidade de São Sebastião da Boa Vista.

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