Homenagem
Amados Leitores,
Valemo-nos deste espaço para prestar nossa singela homenagem à memória de nosso amado irmão em Cristo, o Sr. Martinho Lopes Névoa, que foi chamado para estar com o Senhor na manhã desta segunda-feira, dia 23 de agosto de 2010.
Nascido em 1937, era casado com Mary Ana Névoa e pai de Valeria Escosteguy, Mônica e Marcelo Lopes Névoa. Tinha 8 netos e 3 bisnetos.
Sr. Martinho era um daqueles trabalhadores fieis, da seara de nosso Senhor. Dedicou muitos anos de sua vida na distribuição de literatura cristã e fez um trabalho pioneiro, de grande importância, de organização jurídica e contábil de inúmeras igrejas – concentrando boa parte de seus trabalhos em cidades dos estados do Nordeste. Era membro da Igreja Batista da Graça, em São José dos Campos, SP, e foi um apoiador entusiasta dos trabalhos da Editora Fiel – promovendo nossos livros e conferências. Ofereceu cursos e oficinas na Conferência Fiel em algumas oportunidades, ajudando pastores e líderes a lidar com os aspectos legais da organização de suas igrejas.
Somos gratos a Deus pela vida e ministério de Sr. Martinho. Cremos que seus anos de colaboração e dedicação à obra do Senhor serão finalmente recompensados.
Estendemos à Sra. Mary, seus filhos, netos e demais familiares nossas sinceras condolências.
Reproduzimos aqui, um trecho de uma nota composta por uma das filhas do Sr. Martinho, Mônica L. Névoa:
“Seu exemplo de homem íntegro e fiel a Deus está gravado em nossos corações e mente”.
EDITORA FIEL










RESSURGIR! TODA A DOÇURA E TODO O VIGOR DA FÉ SE RESUMEM nesta palavra. É a flor do Calvário, a flor da cruz. O tremendo horror daquele martírio tenebroso desabotoa neste sorriso, e a humanidade renasce todos os anos a esse raio de bondade, como a formosura da terra à alegria indizível da manhã, o prelúdio do sol, o grande benfeitor das coisas. O homem, cercado pela morte de todos os lados, não podia conceber este ideal de eternidade, se não fosse por uma réstia do seu mistério radiante, divinamente revelado às criaturas. Nossos sonhos não inventam: variam apenas os elementos da experiência, as formas da natureza. Tem a fantasia dos viventes apenas uma palheta: a das tintas, que o espetáculo do universo lhes imprime na retina. E no universo, tudo cai, tudo passa, tudo se esvai, tudo finda. Nesse desbotar, nesse perecer de tudo, não havia o matiz, de que se debuxou um dia, na consciência humana, o horizonte da ressurreição.
PARA OS QUE VIVEMOS A PREGAR À REPÚBLICA O CULTO DA JUSTIÇA como o supremo elemento preservativo do regímen, a história da paixão, que hoje se consuma, é como que a interferência do testemunho de Deus no nosso curso de educação constitucional. O quadro da ruína moral daquele mundo parece condensar-se no espetáculo da sua justiça, degenerada, invadida pela política, joguete da multidão, escrava de César. Por seis julgamentos passou Cristo, três às mãos dos judeus, três às dos romanos, e em nenhum teve um juiz. Aos olhos dos seus julgadores refulgiu sucessivamente a inocência divina, e nenhum ousou estender-lhe a proteção da toga. Não há tribunais, que bastem, para abrigar o direito, quando o dever se ausenta da consciência dos magistrados.


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